Postado em Fragmentos
Do latim: “fértil”, “fecundo” associado à produção agrícola. Mais tarde, por extensão de sentido, já que o que é fértil é também propício, favorável, felix. Tornou-se sinônimo de “alegre”, “satisfeito”. A raíz de felix é indo-européia: “amamentar”. Do grego, a felicidade nasce da união das palavras eu (bom) e daimon (deus, espírito, demônio). Em Roma, a felicidade vem do termo fascinum, símbolo da prosperidade, fertilidade (o falo) e a sorte. No cristianismo já foi tida como símbolo da culpa, pecado. No iluminismo esta só vinha com o conhecimento.
Em cada cabeça uma teoria, no entanto, embora os antigos terem nos adiantado uma possível resposta, ainda sentimos a necessidade de perguntar o que aé a felicidade, e como obtê-la. Seria essa uma necessidade do homem? O grande mal estar que sentimos ao definir a felicidade depende da nossa dificuldade em aceitar que não podemos ser objetivamente felizes em tudo e para sempre?
É, meu caro, bem complicado! Principalmente quando nos situamos em tempos avacalhados de frutas hedonistas (é uma tal de mulher melancia, mulher jaca, mulher uva…), de um umbiguismo extremo, de morais elásticas. Em síntese: uma verdadeira desordem de valores. Logo, essas práticas atingem a capacidade do homem em discernir sobre sua conduta.
“Quando um homem cala a sua miséria através de felicidade artificial, também cala a sua consciência. Na verdade, ele tem de calar sua consciência, pois é uma má consciência que geralmente provoca a sua infelicidade.”
(…)
Aí vem os ansiolíticos , antidepressivos e a tal da felicidade é tratada como gripe!
























iagows
05 Aug 2008 às 6:02 pm
Fabricio
05 Aug 2008 às 6:38 pm
No aguardo!
Rafael Valença
05 Aug 2008 às 8:20 pm
concordo com Iago…
Fábio Buchecha
05 Aug 2008 às 8:52 pm
Um fragmento colocado no lugar certo. Os dias de hoje pedem uma reflexão como essa.
Barlavento
06 Aug 2008 às 8:26 am
Podem me chamar de careta, mas eu ainda me questiono muito sobre o que leva uma pessoa a tentar se matar. Talvez seja pq eu goste tanto de viver, apesar de… entende?
Acho esses ansiolíticos tão esquisitos! Como a felicidade pode caber num comprimido? O próprio nome já diz: COMPRIMIDO. Apertado… Eu acho a felicidade tão espaçosa… tão ampla…
Samuel Beckett mostrou muito bem essa insatisfação com a vida em seu texto: Esperando Godot. Estamos sempre esperando algo que no tire do marasmo, mas mtos desses “gripados” não saem em busca…
Nos dias de hoje, felicidade é acordar de manhã e agradecer a Deus por não ter sido atingido por uma bala perdida enquanto dormia.
Kris
06 Aug 2008 às 4:48 pm
Ratifico tudo que a Barlavento falou.
Afinal, Godot é o nada, Godot é ninguem, assim como a espera pela plenitude da felicidade… ate quando vamos esperar pelo nada?
Jhennifer Cavassola
07 Aug 2008 às 3:57 am
As pessoas nunca estão completamente felizes, sempre tem alguma coisa. Eu acredito que sou uma pessoa feliz e tenho momentos de tristezas, prefiro pensar assim. Buscar a felicidade parace impossivel, é bom pensar no que nos fazem bem, nos que nos deixam alegre. Dai buscamos isso, mas não A FELICIDADE, se é que me entende. Um suicida não quer acabar com a própria vida. Ele tem sede e fome de viver. Só que não sabe viver.
Observo pessoas que moram em roça, pessoas do meio rural e vejam o quanto se sentem felizes. Eles são satisfeitam com a vida que tem, não esperam muito coisa, vive com o que tem. Dai hoje temos um carro de luxo e amanha queremos o outro carro de luxo que será lançado no outro dia. Há pessoas que querem casamento, mas nem sabe se será felizes casados. O assunto é complicado!
Adorei o arrobazona, parabéns! Abraços
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