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15
Alcoolismo, embriaguez, sociedade

Postado em Fragmentos

Alcoolismo

No Brasil, 12,3% das pessoas com idades entre 12 e 65 anos são dependentes de álcool, de acordo com a última pesquisa da Secretaria Nacional Antidrogas (SENAD) sobre uso de drogas no país, feita em 2005. São 19 milhões de dependentes do álcool. Homens que bebem 14 ou mais drinques por semana e mulheres que bebem mais de 7 apresentam risco de se tornarem alcoólatras. 28,6% do alcoólatras beberam pela primeira vez em casa e, em 21,8% dos casos, as bebidas foram oferecidas pelos pais.

Na constituição química do álcool há opiáceos que são tranqüilizantes. Assim, algumas pessoas, quando infelizes, sentem-se melhor com esse tipo de droga. Porém, o álcool é um mau tranqüilizante. Ele tende a fazer as pessoas infelizes ficarem mais infelizes. Assim, o álcool só acentua a depressão. A pequena euforia do pileque é sintoma do início da depressão do sistema nervoso central. A autocensura some momentaneamente, dando uma sensação de bem-estar. Entretanto o resultado final é um indivíduo mais infeliz.

Atualmente, a associação de bebida a festas é cultural, e ela em si não é nociva. Porém, o grande problema é que a embriaguez vem sendo associada a alegria e diversão, o que não faz sentido. Ficar  extramamente bêbado numa festa, fazer merdas, humilhar os amigos em estado anormal é extremamente divertido para alguns indivíduos. Se gabar e ver quem agüentar mais, para ver quem fica mais louco faz parte do vazio ritual.

Mas, o que ganhamos com isso? Uma demonstração da incompetência que temos em abrir nossa mente em estado normal de consciência? Uma fuga efêmera da realidade que muitas vezes se torna mais amarga após o porre? Ou ainda, entrar nas estatísticas como mais um alcoólatra provocando acidentes de trânsito, ou graves problemas a sua volta, a começar por suas famílias?

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1 Comentário em “Alcoolismo, embriaguez, sociedade”

  1. iagows
    15 Jul 2008 às 4:57 pm

    prefiro fanta uva xD

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