Postado em Fragmentos
Segredos que envolvem bilhões de dólares criptografados em laptops dentro de um container. O que fazer para roubá-los?
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Basta se fantasiar de alma penada, colocar o equipamento debaixo do braço, sumir da cena do crime e quebrar a segurança do equipamento com uma equipe especializada.
Pois é, perambularam por aí com segredos bilionários num laptop. A empresa transportadora responsável, uma tal de Halliburton, empresa norte-americana, a mesma que anda extraindo e distribuindo o petróleo lá no Iraque, a mesma que presta acessória especializada em petróleo ao PT. Mas, a Halliburton não é boba, para efetuar a operação contratou a Transmagno.
E sobre a Intranet da Petrobrás (rede interna), uma das mais seguras do mundo, senhas trocadas de vinte em vinte minutos. Não seria mais seguro para as informações?
No fim das contas quem vai resolver o rombo? Polícia Federal (remexida pelo PT)? Ministério Público (engavetadores de processos)?
Petrobrás, nosso orgulho nacional. Aqui a burocracia se mistura com corrupção. Aqui os segredos navegam sob a proteção de um cadeado igual a 40 outros, com mesma chave. Aqui os segredos só podem ter seus contêineres abertos 45 pessoas, detentoras de cópias da chave.
E sobre o fato da Petrobrás não ter levado o fato a conhecimento público em tempo e a cena do crime foi rapidamente alterada? Estranho, né?
Segredos bilionários, empresas estrangeiras envolvidas. Estranho, né?
Eiii.. peraí… e a folia dos cartões corporativos?

[Update]
Entre as descobertas, está a do campo de Tupi (bacia de Santos), a maior já realizada no país. Suas reservas (ainda dependentes da certificação final) são estimadas entre 5 bilhões e 8 bilhões de barris. Ao todo, o Brasil tem hoje 14 bilhões de barris.
Com o campo de Tupi, o Brasil tem agora uma nova província pré-sal, com perspectiva de reservas de 80 a 90 bilhões de barris. Isso coloca o Brasil entre terceiro e o quarto colocado em reservas no mundo, sendo que os primeiros lugares estão no Oriente Médio, onde tem muito conflito, e o Brasil está aqui na América Latina, que é uma sopa no me
A Halliburton é uma das mais antigas prestadoras de serviço da estatal. Atua em várias áreas, com destaque em testes de vazão e pressão em reservatórios. Também foi responsável pela construção de duas plataformas (P-43 e P-48), cujos preços e prazos estouraram. O caso terminou numa corte arbitral.
Nos EUA, a Halliburton teve como presidente Dick Cheney, o atual vice-presidente do país, e teve forte atuação no Iraque.
A estatal acrescentou na nota possuir cópias da íntegra dos dados furtados. Mas não revelou qual é o conteúdo das informações nem sobre quais áreas se referem. Procurada pela Folha no Rio, a Halliburton informou que por enquanto não se pronunciará sobre o desaparecimento do material e que recebeu a orientação da Petrobras para que todas as questões a respeito do tema fossem encaminhadas à estatal.
A Folha apurou que a estatal não descarta a possibilidade de se tratar de espionagem industrial, suspeita também citada à Folha pela delegada Carla de Melo Dolinski, presidente do inquérito. “Nós temos duas linhas de investigação: se foi furto com intuito de obter informações sigilosas e estratégicas ou se foi com o intuito de obter simplesmente materiais de informática. Furto simples, comum, que acontece muito em contêineres”, disse a delegada.
















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