Por heliobentzen em 1 de December | Fragmentos

Certo dia, George Orwell viu um 1984 em que as pessoas eram constantemente vigiadas pelo Big Brother. A idéia de estar sendo observado, de viver num teatro é algo que, certamente, pode(rá) ter invadido seus pensamentos. Quem nunca pensou por algum milisegundo na possibilidade de ser o protagonista de algum drama, em que todos sãos atores, figurantes e que tudo fosse falso? Tudo feito pra você e equanto você adormece, todos se ocupam em arrumar as coisas para o próximo falso dia. O filme Show de Trumman é um exemplo clássico da hipotética situação.
Daí vem a consiência, nosso monitor existencial, e nos diz: “Seu mané, pare de viajar!!!”. Normalmente, pensamentos assim representam para sociedade comum uma grande loucura. Mas, pode haver algo acima do que cogitamos ser a nossa cosciência e aí nos perdemos novamente no meio do caminho. Quem sabe uma interferência, ruído, ou elementos que criem uma certa bolha refratária incubada dentro da sua realidade. Pode parecer que isso revele alguém psicótico, mas com a solidão do mundo moderno e a imagem violenta que se constrói nas grandes cidades, nossas casas passam a ser incostestavelmente gaiolas e/ou bolhas que nos fazem ter medo de sair e viver lá fora. Assim,cada vez mais temos pensamentos como esse gerados pelos breves contatos humanos que temos.
É. Vivemos na era da informação em que a mesma, apesar de dinâmica ao extremo parece estática. Nada nos choca! Sangue com miojo. Sexo como início, meio e fim. Tragédias ao som do créu. E lá vamos nós, no nosso cubículo vicioso, sentado de frente a um computador e verbalizando qualquer nojeira como se fosse essa um belo axíoma. Os orkuts da vida que o digam! Deste meio, criam-se as guerras incoscientes (ou conscientes) de egos. A ambição por cima de qualquer valor ou indíviduo. Ao mesmo tempo nos tornamos cultivadores de outros pólos existenciais baseados em valores promíscuos (intrígas ou fanatismos). Assim, vemos do quanto um breve pensamento pode fazer conexão com o lado sombrio que temos.
E não, eu não estou depressivo…







Jul!o
01 Dec 2008 às 09:35
A vida por si só já é um grande e caótico espetáculo. Acho mesmo é que cada um serve de Big Brother pro outro, vigia, cobra atitudes….
iagows
01 Dec 2008 às 11:42
“Sexo como início, meio e fim” de preferência num sistema contínuo
Julis
01 Dec 2008 às 14:13
Acho que muita gente gostaria de viver assim, o que não é o meu caso