
Todo ano é de praxe o famoso reuso da decoração do ano passado. A grande bronca está nos famosos pisca-piscas, a começar do emaranhado de fios que dificilmente você terá saco de deseninhar. Mas, eis que quando você espartanamente decide-se desbravar aquela relva de fios, um fio com um cobre da espessura de um fio de cabelo se rompe filha-da-putamente. Nesse momento, você sabe que se for acender ainda o falecido pisca ou tentar fazer qualquer espécime de remendo dará em somente uma coisa merda, ou seja, curto. Há aqueles insistentes também que vasculham milagrosamente cada lampadazinha para detectar as infelizes que queimaram e detonaram um série. Há os corajosos que fazem todo teste ligado e vez ou outra somam-se às estatísticas de mais um morto com um choque elétrico no natal.
Pra piorar, por vivermos num país tropical, tais pisca-piscas não devem ser colocados em lugares abertos e depois serem reusados. Motivo? O plástico resseca e só serve pro lixo. Mas, no fim das contas, tudo é alegria, seja através de uma lâmpada OSRAM incandescente ou seja através do seu pisca musical com aquela piririnpimpim. Tudo é luz, seja brega, seja cafona, seja hi-tech, seja o que for. Todos de repente buscam algum significado em um viés que subjetivamente tenta trazer luz na vida de cada um.